Registro histórico de uma estamparia nos Estados Unidos. Fonte: http://markitmerchandise.com/brief-history-of-screen-printing/

Panorama histórico da serigrafia

Atuo no mercado de serigrafia já há mais de 5 anos, em parte como gestor e em parte como consultor para estas empresas.

Em diversas situações, ouvi histórias muito interessantes dos mais experientes de como eram feitos os processos nas décadas passadas.

Estes relatos me traziam a percepção da dificuldade, mas ao mesmo tempo admiração pela criatividade empregada para entregar resultados que para a época eram extremamente inovadores.

Lembrando disso, estes dias me perguntei: mas como surgiu a serigrafia? de onde ela veio?

E você caro leitor! você já ouviu falar da origem dessa arte tão presente no nosso cotidiano?

Neste conteúdo, faremos um breve panorama histórico dela, e espero que aproveitem, vamos lá?

A palavra serigrafia tem origem na língua grega, sendo uma junção das palavras – sericos que significa seda e graphos significa escrever.

Na antiguidade, povos como os chineses, japoneses, romanos e egípcios usavam técnicas diferentes, mas que se assemelhavam pela sua característica de impressão.

Desta forma eles replicavam suas artes através de ferramentas como o estêncil, que nada mais é do que uma matriz feita em papel ou até mesmo em folhas de bananeira ( é isso mesmo que você leu, matrizes em folhas de bananeira!!! ), com recortes, possibilitando a impressão das figuras através destes espaços vazados.

Inicialmente esta técnica de impressão era usada para decorar peças em madeira, tecidos, paredes, armaduras de samurais e até para padronizar assinatura em documentos, hoje realizado com simples carimbos.

No ocidente, a técnica surgiu séculos depois, ganhando adeptos inicialmente na França por volta de 1900 e posteriormente nos EUA, na década de 30.

Artistas renomados na época usavam da serigrafia para realizar suas pinturas em tecidos, atraídos pelo baixo custo e pela disponibilidade de matéria prima para a execução dos serviços, fomentando assim as possibilidades da indústria têxtil.

Já no Brasil, a serigrafia teve seu início pouco antes da II Guerra Mundial.

A partir de então, no decorrer das décadas de 50 e 60, a técnica se disseminou no segmento têxtil nacional e evoluiu consideravelmente, facilitando a sua exploração comercial.

Logo, com a introdução de máquinas automáticas e gravação de matrizes com emulsões fotossensibilizantes, houve ganhos significativos na produtividade e na qualidade dos serviços oferecidos.

Desde então, com o avanço tecnológico e o aumento da demanda, o cenário se tornou extremamente propício para crescimento da indústria serigráfica, tornando-a parte fundamental da cadeia têxtil.

Também não podemos deixar de mencionar os produtos químicos, que ao longo do tempo vem sofrendo inúmeras modificações com o objetivo de oferecer cada vez mais qualidade às estampas, com maciez no toque, durabilidade e definição.

Outra questão importante e atual, é o compromisso com a sustentabilidade, atendendo normas como o ZDHC por exemplo, que restringe o uso de uma extensa lista de insumos que são agressivos ao meio ambiente.

Nos dias de hoje, a estamparia já está totalmente democratizada, possibilitando inúmeras alternativas para um público que gosta de expressar a sua personalidade através das formas e das cores no seu vestuário.

Outra realidade que já nos acompanha é a impressão digital, tecnologia que veio para gerar ganho de custos e de tempo com a eliminação de processos intermediários.

Com a proposta de redução do consumo de químicos e possibilidade de maior fidelidade de reprodução da arte original, esta técnica realiza a impressão diretamente no tecido.

Especula-se inclusive que, com a evolução tecnológica, onde o digital e o laser estão ganhando espaço, a serigrafia como a conhecemos está fadada à uma redução considerável na sua demanda, ou até mesmo a sua extinção.

Particularmente não acredito muito nesta tese, pois o processo tradicional ainda permite uma flexibilidade muito grande em relação ao digital, sem falar que estes novos modelos de impressão ainda possuem altos custos e baixa produtividade.

Entretanto, uma coisa é certa, teremos pela frente tempos desafiadores, forçando a serigrafia a uma disrupção no seu modelo de trabalho atual, pois o mercado como o conhecemos sofrerá muitas mutações, e será infinitamente mais competitivo.

Fato este que gera a necessidade de desenvolver novas metodologias de trabalho e mecanismos de controle que deem a serigrafia tradicional ganhos de eficiência, qualidade e confiabilidade, gerando sobrevida em relação as ameaças tecnológicas de curto e médio prazos.

E como continuaremos a escrever esta história? É uma incerteza, entretanto sabe-se que os desafios serão permanentes.

Mas nós da AVANCE, estaremos aqui para servir de apoio a você que deseja estar melhor e mais bem preparado para enfrentar estes obstáculos que ainda estão por vir, podem contar conosco!!!

Créditos Foto: http://markitmerchandise.com/brief-history-of-screen-printing/

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