Estamparia - preparação das peças para serem estampadas.

A cultura do capricho

Recentemente trabalhei como gestor da área operacional de uma empresa, sendo responsável por toda a parte de desenvolvimento e de produção das estampas.

Certo dia, tínhamos um produto para entregar, mas devido à falta de colaboradores naquela data, trabalhamos totalmente de forma improvisada.

Então, acabamos por entregar um produto ao cliente “da forma que foi possível fazer“.

A cliente, ao receber o produto, não hesitou em me ligar no mesmo instante, querendo saber dos motivos que nos levaram a realizar a entrega daquele jeito, é claro.

Por mais que eu tentasse argumentar que o processo feito não foi o ideal pela falta de pessoal, a minha interlocutora não aceitou nenhuma das desculpas, e acrescentou: “o que me parece é que está faltando CAPRICHO“.

Isso mesmo caro leitor, até coloquei esta palavra em letras maiúsculas para frisar bem a percepção dela, que, afinal de contas, estava totalmente correta através da leitura que fez da situação.

Na hora fiquei contrariado, sabendo que estávamos dando o máximo para conseguir atender à demanda. Mas depois refletindo com mais calma, concordei plenamente com o que ouvi, mesmo não gostando de ter ouvido.

E hoje levo essa lição para tudo o que faço, pois fazer as coisas com esmero, faz toda a diferença no resultado daquilo que será entregue.

Mário Sérgio Cortella faz uma reflexão interessante a respeito, onde diz: “Faça o teu melhor, na condição que tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda”.

E hoje como consultor, vejo muitas pessoas trabalhando no seu dia a dia da mesma maneira que eu e minha equipe naquela ocasião, dando o seu máximo e esperando serem reconhecidas por isso, mas com a falta de um ingrediente, o capricho.

Com ele você surpreende positivamente as pessoas, superando as expectativas inicialmente criadas.

Com ele, você pratica a empatia, pois se coloca no lugar do outro, pensando como ele gostaria de receber o produto ou serviço, fruto do teu trabalho.

Com capricho, não entregamos nada “meia boca”, elevando o nível de qualidade e confiança em nossas organizações.

Trabalhando com capricho, eliminamos desperdícios, melhoramos o ambiente e o clima organizacional, tornando os negócios mais rentáveis e sustentáveis.

Penso que, agindo assim, demonstramos respeito ao outro, elevando o grau de satisfação com a parceria. E esse é fator essencial para se construir relacionamentos de longo prazo, não é mesmo?

E como o nosso habitat são as estamparias, as imagens que inseri neste post são de empresas do ramo, e elas refletem muito bem o trabalho de equipes que se dedicam ao diferencial naquilo que fazem.

Expondo a minha vivência e a minha reflexão, deixo a pergunta:

“Na sua equipe, já existe a cultura do capricho”?

1 comentário em “A cultura do capricho”

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